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O negro não é só excluído da história, mas também do presente.

A turma do Módulo 2, do Projeto Redigir em São Paulo, participou da Semana com debates sobre o tema. Além disso, fizeram uma ampla pesquisa sobre a lei 10639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. O produto de tudo isso foi o documentário que você pode assitir abaixo.

O Projeto Redigir, projeto de extensão universitária ligado à ECA (Escola de Comunicações e Artes), da USP (Universidade de São Paulo), consiste em aulas gratuitas de português e gramática, voltados para a cidadania e a expressão pessoal, para pessoas de escola pública e de baixa renda.

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Frente de Assistência a Criança Carente discute a discriminação em sala de aula e nas relações interpessoais

A escola é um dos principais agentes responsáveis por manter e alimentar as discriminações por raça, gênero, etnia, renda, orientação sexual, diferenças físicas e deficiências, entre outras, não apenas nos conteúdos disciplinares, mas também nas interações e práticas cotidianas que ocorrem em seu interior e que estão presentes na sociedade.

É nesse contexto que a FACC- Frente de Assistência a Criança Carente, discutiu com escolas e segmentos da instituição como se configura discriminação em sala de aula e nas relações interpessoais, tendo como tema de discussão dessa semana (02 a 08 de maio/11): “Diferenças sim, desigualdade, não.”  Para tanto, realizamos algumas atividades:

02/05- Sensibilização à temática na instituição:

Através de rodas de bate- papo, nas acolhidas, falamos sobre a campanha e sensibilizamos sobre a temática, em seguida fizemos a mediação do livro infanto- juvenil: “Diversidade” da autora Tatiana Belinky, que possibilitou um melhor dialogo com as crianças. O livro ressalta, de forma lúdica e divertida,  a importância de se respeitar as diferenças e reconhecê-las como aspecto positivo no processo histórico e social.

03/05- Recreio Cidadão: Reflexus nas escolas

O espetáculo “Reflexus” é fruto de discussões sobre temáticas relativas aos conflitos e anseios dos jovens da comunidade em que vivem. Misto de depoimentos recolhidos na comunidade (entrevistas com usuários de drogas, portadores de HIV, prostitutas, negros, travestis e desempregados) e poemas que dialoguem com essas temáticas, o Espetáculo propõe um olhar poético sobre esses personagens tão próximos do cotidiano das comunidades de periferia.

Levamos o espetáculo à Escola de Ensino Médio Joaquim Albano e as respostas foram imediatas. Os jovens se manifestavam em apoio ou repúdio aos personagens, não se mostrando alheios às discussões. Depois do espetáculo, fizemos uma roda de discussão, onde ouvimos depoimentos emocionados de pessoas que também se sentiam excluídas e não tinham como se defender ou espaço para expressar suas angústias. Foi um momento de troca rico e cheio de significados.

03/05- Divulgação da cartilha Erês:

A cartilha Erês nasce da necessidade de socializar as práticas de exercícios de afro descendência, realizadas na instituição com crianças e adolescentes. Tendo em vista, o preconceito de raça que ainda existe nas escolas,  a FACC divulga e distribui a cartilha para crianças, jovens e gestores de escolas públicas, na tentativa de esclarecer sobre a temática e abrir um canal de comunicação com os movimentos de mobilização negra.

04/05- Lançamento  digital informativo Lagarta de fogo

O informativo digital Lagarta de fogo, se propõe a ser um canal de comunicação comunidade e instituição. Através dele, socializamos as atividades e temas que são discutidos na FACC. Nessa edição especial, lançamos uma matéria sobre a Semana Global pela Educação e as atividades que vem sendo feitas.

06/05- Ação Integrada (Integração nas diversidades)

Através dessa ação, as instituições: FACC,  CDI e  FBPC, montaram uma programação conjunta, numa manhã socializante que tinha atividades diversas: contação e construção de histórias, pintura de rosto, jogos de carimba, vôlei, basquete, atividades recreativas,  teatro de fantoche. Todas as atividades focando o respeito ao coletivo e a valorização às diferenças.

“Um dia, a gente descobre que o mundo inteiro é inventado, e que o preconceito é uma jaula que prende o amor”… Liana Leal

Sociedade de Promoção e Apoio a Família de Itapipoca realiza atividades da SAM

Entre os dias 02 e 05 de maio, a Sociedade de Promoção e Apoio a Família de Itapipoca (CE) participou ativamente da Semana. Ela promoveu a sensibilização da temática com professores, uma troca de atividades (crianças e adolescentes conheceram as atividades de outros colegas dentro da associação), uma palestra, um encontro para educadores infantis da rede municipal da cidade, uma apresentação de dança, um torneio esportivo e uma atividade lúdica com crianças de 2 a 5 anos. Participaram  cerca de 700 pessoas, dentre educadores, crianças e adolescentes.

Associação Jenipapense de Assistência à Infância e Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima fazem passeata

A Associação Jenipapense de Assistência à Infância e a Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima realizaram uma passeata com faixas, cartazes e apresentações no palco, com jogral, danças, poemas, paródia e outras, em Jenipapo de Minas, com a participação de 1680pessoas, dentre alunos, professores, diretoras, vices diretoras, educadores sociais, auxiliar administrativo e coordenadora geral. A passeata saiu da Escola em direção à praça da cidade, onde ocorreram as apresentações. Além disso, desenvolveram discussões com os alunos acerca do tema da SAM.

Projeto União e Projeto Famílias Reunidas realiza atividades da SAM

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O Projeto União e Projeto Famílias Reunidas, realizou atividades da Semana, em Fortaleza (CE), com a participação de 30 adolescentes e jovens, 32 crianças e 12 adultos.  Ocorreram:

  • Palestras sobre discriminação e preconceitos.
  • Depoimentos sobre as profissões e a educação de qualidade e inclusiva.
  • Debates com adultos acerca do tema: “Diferença Sim! Desigualdade Não! Por uma Educação Livre de Discriminação.”
  • Roda de conversa com jovens e adolescentes sobre preconceito e discriminação.

Durante toda a programação os participantes sentiram-se seguros ao dar depoimento sobre o assunto, assim como efetivaram sua conduta de cidadãos diante da sociedade.