Câmara realiza debate em celebração à “Semana de Ação Mundial”

A Câmara Municipal de Americana realiza na segunda-feira (09), às 19h30, no Plenário “Dr. Antonio Álvares Lobo”, um debate em celebração a “Semana de Ação Mundial”, que em 2011 tem o tema “Diferença sim! Desigualdades não”. O evento foi motivado pelo requerimento nº 346/2011, de autoria do vereador Celso Zoppi (PT), aprovado por unanimidade dos vereadores na sessão ordinária de 28 de abril. A TV Câmara transmitirá o debate ao vivo, pelos canais 4 da NET Digital e 96 da NET convencional.

No requerimento, Zoppi explica que a Semana de Ação Mundial (SAM) é uma iniciativa da Campanha Global pela Educação (GCE), que desde 2003 acontece simultaneamente em mais de 100 países como uma forma de pressionar internacionalmente os líderes e políticos para que cumpram os tratados e as leis nacionais e internacionais.

Neste ano, a Semana de Ação Mundial tem como foco principalmente as questões de gênero, raça e deficiências. “A proposta é que as Câmaras Municipais tenham a iniciativa de celebrar essa semana. Acredito que o objetivo seja alcançado através desse debate, que contará com a participação de pessoas ligadas à educação e ao combate da discriminação nas escolas”, disse.

“No debate serão abordados temas como bullyng, discriminação racial e inclusão de pessoas com deficiência na rede regular de ensino para que, com isso, possamos no final do debate sairmos com propostas a serem adotadas pelas redes de ensino e autoridades municipais de nossa cidade, a fim de implantar a ideia: ‘Diferença sim! Desigualdades não’, concluiu Zoppi.

Informações retiradas do material educativo da Semana de Ação Mundial

  • Das 680 mil crianças de 7 a 14 anos fora de escola, 450 mil são negras (correspondendo a 66%), segundo pesquisa do Unicef, com dados da Pnad 2007;
  • O analfabetismo entre adolescentes negros de 12 a 17 anos é quase duas vezes maior do que entre brancos, de acordo com a pesquisa citada acima;
  • 39,6% dos estudantes de sexo masculino não gostariam de ter um colega de classe homossexual, segundo pesquisa da Unesco de 2004;
  • 60% das (os) professoras (es) afirmam não ter conhecimento suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula, de acordo com a mesma pesquisa acima;
  • 70,64% da população brasileira de 0 a 18anos que está fora da escola é de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, segundo cálculos do MEC.
  • O país tem avançado na inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular: de 1998 a 2010, as taxas de matrícula em ensino regular de pessoas com deficiência passaram de 13% a 69%. Mas as crianças, jovens e adultos matriculados enfrentam enorme preconceito. Em pesquisa do Inep, mais de 96% dos entrevistados confirmaram predisposição de manter algum grau de distância em relação a pessoas com deficiência. (fonte: www.campanhaeducacao.org.br).
Fonte:  Assessoria de Comunicação – Câmara Municipal de Americana
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Publicado em 9 de maio de 2011, em Notícias. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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