Dados e Subsídios

  • Raça e etnia

Os dados abaixo foram retirados de documentos da Relatoria Nacional pelo Direito Humano à Educação, missão Educação e Racismo no Brasil.
• das 680 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 450 mil são negras (Unicef/Pnad, 2007);
• 70% das crianças brancas conseguem concluir o ensino fundamental e somente 30% das crianças negras chegam ao final da etapa (Inep, 2007);
• de 1976 a 2006, o percentual de pessoas brancas com diploma universitário aos 30 anos de idade passou de 5% para 18%, sendo que o percentual de pessoas negras na mesma situação passou de 0,7% para 4,3%.
• o analfabetismo entre adolescentes negros de 12 a 17 anos é quase duas vezes maior do que entre brancos. Um adolescente negro de 12 a 17 anos tem 42% mais de chances de estar fora da escola do que um adolescente branco na mesma faixa etária, segundo dados do Unicef em “Situação Mundial da Infância 2011”, com dados da Pnad 2009.

  • Orientação sexual e identidade de gênero

Pesquisa realizada pela Unesco revelou que:
• 39,6% dos estudantes de sexo masculino não gostariam de ter um colega de classe homossexual;
• 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual;
• 60% das(os) professoras(es) afirmaram não ter conhecimento suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.

  • Gênero e educação

• A educação sexista restringe o desenvolvimento humano pleno de meninas e meninos, com limitações do tipo ‘coisas de menino’ e ‘coisas de menina’. Também contribui para perpetuar as discriminações e violências contra mulheres e lésbicas/homossexuais e transexuais.
• As meninas e mulheres brasileiras avançaram muito na educação, mas há grandes desigualdades entre elas, em desvantagem das meninas e mulheres negras e indígenas.
• Os meninos negros estão entre aqueles com pior desempenho e menor escolaridade. As políticas de avaliação e de promoção da aprendizagem ainda pouco refletem essas desigualdades de gênero e raça como questões estruturantes do desafio educacional brasileiro.
• As mulheres brasileiras seguem concentradas em carreiras consideradas ‘redutos femininos’. Programas e políticas devem estimular as mulheres a ocuparem espaços em outras áreas de conhecimento.

  • Deficiência e educação

• No Brasil, há cerca de 27 milhões de pessoas com deficiência, sendo que quase 4 milhões são jovens.
• 70,64% da população brasileira de 0 a 18 anos que está fora da escola é de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, segundo cálculo do MEC, com dados do Censo Escolar de 2006.
• O país tem avançado na inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular. Em 1998, 87% das matrículas eram em escolas especializadas ou classes especiais e apenas 13% em escolas regulares ou classes comuns. Em 2010, 31% das matrículas de pessoas com deficiência são em escolas especiais e 69% são em escolas regulares.
• Mas as crianças, jovens e adultos matriculados enfrentam enorme preconceito. Em pesquisa do Inep, 98,9% dos respondentes confirmaram predisposição de manter algum grau de distância em relação a pessoas com deficiência intelectual e 96,2% a pessoas com deficiência física. (Inep/Fipe, 2009)

  • Pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar

A pesquisa realizada pela Fipe para o Inep (2009), em 27 estados brasileiros, destaca três tipos principais de discriminação: distanciamento social dos deficientes, violência física contra meninos gays e meninas lésbicas, violência psicológica contra negros. Entre os respondentes 99,3% revelaram algum nível de preconceito, sendo:

• 96,5% relativo a deficiências;
• 94,2% relativo à raça/etnia;
• 93,5% relativo a gênero;
• 91% relativo à idade/geração (contra pessoas idosas);
• 87,5% relativo a condições socioeconômicas (contra pessoas pobres);
• 87,3% relativo à orientação sexual (contra gays e lésbicas, etc.);
• 98,5% dos respondentes revelaram disposição em manter distância de homossexuais.

A pesquisa ainda revelou que:
• Escolas onde há atitudes mais preconceituosas entre os alunos apresentaram resultados mais baixos nas avaliações de matemática e português da Prova Brasil 2007.
• Em escolas onde há um maior conhecimento da ocorrência de situações de bullying as avaliações na Prova Brasil também tendem a ser menores.

  • Bullying na escola

Situações de bullying acontecem quando indivíduos são humilhados, agredidos fisicamente ou acusados de forma injusta pelo fato de pertencerem a um determinado grupo social. De acordo com a pesquisa do Inep, as principais vítimas de bullying na escola são as pessoas negras, os pobres, homossexuais, mulheres e idosos.
Em pesquisa sobre bullying escolar , 70% dos estudantes responderam ter presenciado cenas de agressões entre colegas, e 30% declararam ter vivenciado ao menos uma situação violenta em 2009.

  • Leia a publicação do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e do Observatório da Cidadania (Rio de Janeiro) sobre cotas raciais intitulada “Cotas Raciais – Por que sim?”.
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Publicado em 29 de abril de 2011, em Dados e subsídios. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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